RECUO DA EQUIPE ECONÔMICA NA LIBERAÇÃO DE RECURSOS PARA A SAÚDE PREOCUPA OS MÉDICOS
RECUO DA EQUIPE ECONÔMICA NA LIBERAÇÃO DE RECURSOS PARA A SAÚDE PREOCUPA OS MÉDICOS
NOTA OFICIAL
No momento em que a rede pública de saúde do Brasil enfrenta uma grave crise, com o registro de movimentos grevistas e de demissão em massa por melhores condições de atendimento para a população e de trabalho para os médicos, em especial no Nordeste e Centro-Oeste, e com a iminência de se alastrar por outras regiões do país, causa-nos estranheza e indignação a possibilidade de recuo do Governo no que se refere à liberação dos recursos anunciados na semana passada, da ordem de R$ 2 bilhões, para serem aplicados na área da saúde, dinheiro já previsto no orçamento que, apesar de não resolver a crise, ameniza o caos. Na verdade, seriam necessários mais R$ 6 bilhões para solucionar o problema.
As declarações dos ministros Guido Mantega, da Fazenda, e Paulo Bernardo, do Planejamento, dando conta de que a palavra empenhada pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão, e pelo próprio presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, pode não ser cumprida, preocupa a categoria médica, a partir do momento em que os governos não investem na saúde nada mais do que está previsto na Emenda Constitucional 29/2.000. Por isso, A Fenam condena o recuo dos ministros da área econômica, e clama o governo para que a sua palavra seja cumprida a bem da população brasileira, pois os médicos e os pacientes que dependem do Sistema Único de Saúde sabem muito bem os reflexos que a falta de investimento causam na vida das pessoas que dependem rede de saúde pública. Assim, a Fenam reafirma a necessidade da aprovação do Projeto de Lei Complementar 001/2003, que regulamenta a Emenda Constitucional 29, a fim de solucionar os problemas de desvios de verbas da saúde para outros setores, assegurando recursos mais definidos para a saúde e proporcionando à população brasileira a qualidade de atendimento que ela merece e que lhe é de direito, conforma a Carta Magna que rege o nosso país.
Curitiba, 31 de agosto de 2007.
Eduardo Santana Presidente da Federação Nacional dos Médicos
Escrito por Eduardo Santana às 20h28
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